quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Caralho!, é isso mesmo.

Não estendo muito as considerções acerca dos dois últimos posts do Zé porque ele é que sabe, e lá do ciclo wagneriano ele é que saberá com toda a certeza. Eu, por mim, nem sei o que é um dó. De qualquer forma, lembro o dia em que o encontrei depois da tal reunião da Assembleia Municipal, ou o caralho, e do relato que ouvi. Tudo é de estranhar (porque não deveria desenrolar-se assim, o que faz com que o Zé tenha toda a razão) menos o facto de se passar em Viseu. Por outro lado, recordo-me bem do 'Cuidado Casimiro' do Sérgio Godinho. E as imitações não são só apanágio da Manuela Pherreira Leite no que ao seu digníssimo (para ela e para o outro simulacro de Harry Potter que assiste às missas em memória dele) mestre económico e político diz respeito (no caso, António de Oliveira Salazar), o Santo Antoninho que Pherreira vem festejar para a rua em meados de Junho.

O que aqui me traz, e debaixo dessa vocalização de indignação, O Caralho!, introduzida e bem pelo Zé, é uma outra coisa.
Depois de uma longa noite de estudo, mais ou menos frutífera logo se verá, ocorreu-me o seguinte.
Todo o ser humano tem uma ideia distorcida de si próprio, o que naquilo que estudo é descabido dado que não há uma ideia exacta de si próprio como real a que se possa inadequar uma ideia de si. Mas mesmo retirando tudo o que está depois da vírgula anterior, e sabendo que todo o ser humano tem uma ideia distorcida de si próprio, o que lhe é natural porque é uma percepção de si - o que por si só implica um filtro em relação ao que efectivamente é e para isso tendo que se acreditar que esse efectivamente-ser existe; porque raio é que aquela merda é dita tantas vezes de um ser humano a outro? Não será porventura a negação daquilo que o próprio está a dizer? Ou seja, se eu acuso alguém de não ter ideia do que é, o mais sensato é que ouça como resposta um singelo: 'Tu também não'. Soa a lapalissada.

Mas aquilo que me conforta em vir aqui escrever esta baboseira, é um pedido a todos vós, em jeito de quem morde.
À próxima que ouvirem uma enormidade daquelas (e escusei-me de comentar a enormidade no sentido do tom moralista que tem, recordando o digníssimo mestre de Pherreira e Harry Potter, e no despropósito que tal tom pode ter. uma ética tinha o amigo estaline e foi o que foi, tal como o amigo hitler e outros tantos. já para não dizer que esses sistemas de tendência universal que partem de uma ideia aplicável a toda a humanidade descurando as especificidades das partes foram comprovadamente falhadando. o último é o multiculturalismo a qualquer custo, que em si mesmo não deixa de ter uma tendência universal, apesar de parecer um paradoxo. um dia cá voltaremos, ou não.) respondam com toda a propriedade: O Caralho!

(peço desculpa pelo tom em jeito de ordem ou orientação, não era tencionava. mas gostava de ouvir toda a gente a atirar um O Caralho! sempre que lhe atirassem para cima com frases dessa ordem. Ou nunca vos ocorreu que a resposta perfeita à Lili Caneças quando disse que estar vivo é o contrário de estar morto era O Caralho! (ou no caso apenas Caralho! levantando o braço direito com o cotovelo dobrado e os dedos juntos com a palma da mão em concha virando a cabeça ligeiramente para a esquerda) ?)

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