segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

os macaquinhos nas palmeiras a trepar vejam os hipopótamos do velho ultramar

ora continuemos com este tema que é bem premente. Neste caso o início não era o verbo, tomara que o fosse, mas sim a modernidade. Segundo o que percebi das leituras, corrijam-me se estou em erro, a tomada de consciência do fim de muitas coisas (da história, por exemplo) marcou o início da modernidade MAis tarde veio a perceber-se de que era necessário uma autocertificação da modernidade por ela própria, pelo que apareceu outra definição. Esta definição, segundo Hegel, é que o príncipio da modernidade é a subjectividade: "O que dá grandiosidade à nossa época é o reconhecimento da liberdade, a propriedade do espírito, o reconhecimento de que o espírito estando em si está consigo". Vemos aqui duas perspectivas que se confirmam. Que empolam o papel da subjectividade, do presente, do individualismo. Como se viu, muita história correu desde então. Por outro lado, a história em si, a história como ciência social, começaria então a ser discutida, por exemplo com Marx, o que também marca de um modo mais prático o início da modernidade. (a história também não acabou quando o fukoyama escreveu o livro com o mesmo nome). A modernidade em termos filosóficos fica então marcada por uma tomada de consciência irresponsável: chama ao sujeito a autoria da humanidade como conjunto e coloca o peso da história sobre o indivíduo (isto é só uma hipótese à discussão).

A relação com a vã guarda é precisamente essa. "a confusão vingou e a necessidade do regresso à ordem se foi afirmando inócua porque a ordem estava perdida". Ou "de como se lançou na confusão a relação entre o que vê e o que é visto pois é a expressão do eu que lá está" Faz-me lembrar vagamente o que está escrito antes, mas aplicado à arte (hoje maputo). Será este o fim da história da arte? Se fosse, porque não aproveitar as lições da história (com h grande) e começar já a construir um novo paradigma na forma de olhar para a arte? Não terá o tempo dos ismos acabado?

É óbvio que deve haver uma cáfila de historiadores de arte já a pensar nisso, mas por acaso agora fiquei curioso

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