terça-feira, 15 de julho de 2008

zé, oh zé
de entre todos o mais zé
deste blogue reticências
sem grandes notícias
com merdas imênsias
um ponto contra e um ponto a favor
um ponto porque e outro por favor
uma vírgula de pausa e outra pela causa
da senhora e do menino e da filopausa.
foi assim que se fez num mundo desencontrado,
e por aí há um bebé mesmo augado.
era um menino com sonhos que cedo se desfizeram,
porque política e desporto são de mau tom,
e o aristides foi um morcon.
estavámos felizes e contentes,
e também muito sorridentes,
mas chegou o falópio e cerrou os dentes.
fez-ze o que se pôde, e a mais não somos obrigados.
mas tudo isto rola com os dados.
alea jacta est seria uma frase do pirata,
e passámos pelo word data,
mas se mais não havia dizer,
entrou-se pela rima barata.
entrou-se e muito bem,
neste mundo de desdém,
por aquilo que é a construcção imediata,
e o amadorismo da traviata.
rimou, mas era só para rimar,
neste mundo de explicações.
ontem vesti calças,
hoje uso calções.
o que interessa é o verso alexandrino,
no mundo do tino.
viva a comunicação,
e no iraque o carlos fino.
mas isso foi no século vinte,
quando havia conclusões.
hoje temos o arroz a dois vezes vinte,
para tudo cauções.
será sempre um sítio fácil,
este escrotínio de falópio.
pa dizer barbaridades,
e sair por aí, fazer isto e aquilo, curtir bué e menos um pouco, dizer que sim e que não. criticar e deixar suspenso, e depois, foi num dia de manhã que me levantei em jeito de auto-biografia, mas depois fartei-me e pensei: mas, oh, que diabo, que é isto? e fui pia fora e encontrei a josefa, que era uma pessoa de valor que dizia que quando fazia frio podia estar calor num sítio encarnado, que de todo o verde que existia perdeu o orvalho porque este sentia-se esquisito numa ladeira de autobus. ninguém o criticiou e seguiu o seu caminho. dizem que anda perdido. não obstante, porque há um e que não se lê, até porque não está lá, o tempo continuou como o tempo que o tempo tem que ter porque tem o tempo que o tempo tem que ter quando o tempo tem o tempo que o tempo tem de tempo do tempo que é tempo quando o tempo é o espaço que o tempo diz que é espaço e o espaço diz que é espaço porque o tempo é o espaço do tempo que o espaço é quando é tempo de ter espaço que é espaço sem tempo do tempo que é tempo sem espaço do tempo que tem espaço para ser tempo do espaço do tempo sem tempo com espaço do espaço que é espaço que tem tanto espaço como o espaço do espaço que o tempo tem. e uma ervilha que rolava e fazia espécie no colchão mostrou que o espaço da ervilha só importava quando o tempo era da noite porque de dia ninguém se importava, e por isso continuava lá, a ervilha, que só incomodava à noite, mas que de dia não servia para o arroz. a ama que era senhora de valor, fazia tudo mas não limpava o lençol, e aprincesa que era frágil, não dormia e ficava rabugenta. assim ficou armamar perdida na beira, sem saber o que fazer. e chegou o gato das botas, uma imagem do chréque, fez olhinhos e mostrou que dentro de uma ostra sem cuspo há sempre algo a qualquer custo. dinamizou-se armamar, num momento sem comparação, fez-se uma vila de progresso. tudo foi dormir com muito maior sossego porque havia uma circular. agora podia estar descansado o natural de armamar, não mais passaria por ali um estranho. havia uma circular.

1 comentário:

Mariana disse...

Muito bem. Tambem ha quem use muito o "variante a vila" em vez de circular. Tambem da para rimar?