segunda-feira, 14 de maio de 2007

burgueses com boas ideias

A propósito de uma conversa tida com um grupo exclusivo de membros do blogue, na passada quinta-feira, em plena Av. de Berna (esse antro), concretizo a minha exigência por uma universidade mais interventiva, e da substituição de teorias alienatórias por propostas de acção concretas, e realmente aplicáveis à vida real, ao sugerir que esta discussão entre nas salas de aula de qualquer faculdade de ciências sociais e humanas que se preze: http://plataformaartigo65.org/

O movimento, que segue a agenda europeia, começa a ganhar espaço mediático, mas não me parece que seja com manifestações do 25 de Abril que vá lá. É uma reivindicação básica, e tem respostas viáveis!! O que é que impede, senhores engenheiros, a construção de cooperativas de habitação com casas vendidas a preço de custo? Acho que alguns dos modelos em voga em alguns países europeus (lá mais para o norte do que para o sul) mostram que não só é desejável como possível vender um T2 a um jovem casal de homossexuais (lá mais para o norte do que para o sul), por cerca de 30 mil euros. O "proprietário" utiliza a casa os anos que precisar dela, faz as reformas que entender necessárias, e volta a vendê-la, eventualmente a outro jovem casal de homossexuais, actualizando o custo à inflacção e somando os gastos com remodelações e com candeeiros IKEA. (Digamos 30 mil + 10 mil + 5 mil + 5 euros)

Burgueses de todo o mundo, isto é urgente. Aqui residiria a tão ambicionada conjugação entre o mundo académico e o mundo laboral. Porque hoje andas 5 anos (3, vá) a estudar para depois passar a vida toda a pagar a casa.

E se as comissões científicas das universidades fizerem questão, ainda se pode teorizar sobre o assunto.

Diz que a Helena Roseta assinou o manifesto muito antes de ser candidata à CML. Agora é esperar para ver que projecto tem para a EPUL.

1 comentário:

o de moskva disse...

Sou heterosexual obrigado.De qualquer forma prometo pensar no fenómeno(da homosexualidade claro!!).